Linguagens em arquiteturas líquidas
Desde que as tecnologias digitais surgiram podemos perceber uma notável mudança nos conceitos de escritura e de texto. A hipermídia que nada mais é uma interatividade, das imagens fixas e em movimento do som, música e ruído possui uma elevada capacidade de absorver e traduzir as mídias precedentes, pois se coloca num lugar privilegiado podendo descrever em outras mídias. Sons, palavras, e imagens passam a se formar em cartografias líquidas para a navegação dos usuários aprendendo a interagir por meio de ações participativas. O autor esboça as características definidoras da hipermídia em: hibridização de linguagens, a organização não linear, dos fluxos informacionais em hiper arquiteturas, a cartografia de navegação, o agenciamento interativo do usuário. A hipermídia tem capacidade de concentrar uma enorme quantidade de informação em centenas ou milhares de nós com uma densa rede de conexões. Podemos dizer que não há interatividade sem interfaces, o design é para facilitar a leitura e compreensão, facilitando a tomada de decisão do interator. A hipermídia e a interface se tornam crescentemente os dois grandes tópicos da produção e discussão no mundo digital. O autor define interface como uma conexão humana com as máquinas e mesmo á entrada humana em um ciberespaço que se auto- contém. Podendo existir interfaces diretas (ativam ícones de um menu de software) e interfaces indiretas (estão escritas num programa e não tem visibilidade). Um enorme número de profissionais precisarão ter habilidade e competência desenvolvidas no design digital e hipermídia.

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